Ele não consegue conter apego ao patrimonialismo, voracidade e propensão à irresponsabilidade do Congresso Nacional
Em que medida a fragilização do presidente Temer poderá contribuir para agravar ainda mais o alarmante quadro fiscal com que se defronta o país? Há poucas semanas ainda havia quem acreditasse que as dificuldades estariam circunscritas à necessidade de adiar a aprovação da reforma da Previdência. Tem ficado cada vez mais claro, contudo, que a debilitação do Planalto está fadada a ter desdobramentos fiscais bem mais sérios, que poderão ir muito além dos custos de adiamento da reforma previdenciária.
Tendo perdido ascendência sobre boa parte da bancada governista no Congresso e se metido numa situação delicada, que deixou sua permanência no cargo à mercê da volubilidade da Câmara, o presidente não tem conseguido impedir que a base aliada se deixe levar por seus piores instintos, na tramitação de medidas cruciais para a condução da política fiscal. Sobram evidências de que, debilitado como está, Temer já não tem como manter sob controle a voracidade, o apego ao patrimonialismo e a atávica propensão à irresponsabilidade fiscal do Congresso.















