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Brasil chega ao momento mais grave, dramático, letal da pandemia da Covid-19
sem ter conseguido nem sequer padronizar os sinais de orientação à população.
Na falta da articulação do Ministério da Saúde — nunca é demais repetir quanto
a liderança positiva da União salvaria vidas —, governadores e prefeitos
trilham caminhos próprios. E muito confundem, infelizmente. No Rio Grande Sul,
bandeira preta indica a gravidade; em Minas Gerais, a cor é roxa; em São Paulo,
vermelha, assim como no Rio de Janeiro e na Bahia. São indicadores de
importância secundária, em princípio. Mas a profusão de cores evidencia a Babel
de avaliações e a dificuldade do país em ter um norte no enfrentamento à
pandemia. E caminhar na direção dele.
A responsabilidade maior pelo infortúnio é do presidente da República, que, com prepostos na pasta da Saúde, orienta os descaminhos no combate ao coronavírus: da sabotagem às medidas de isolamento e distanciamento social à resistência ao uso de máscaras, da indicação de medicamentos ineficazes à desqualificação de vacinas. Um ano de pandemia ensinou ao planeta que políticos responsáveis são capazes de aliviar a dor dos compatriotas, evitar mortes, preservar atividade econômica e empregos. Portugal é o exemplo recente mais festejado. Era o pior da Europa em número de casos, em um mês de lockdown, passou a terceiro melhor. O total de óbitos diários caiu de 303 no fim de janeiro para 15 anteontem. Sem o negacionismo de Donald Trump, o cenário também vem melhorando nos EUA. O plano de imunização do democrata Joe Biden bateu a meta de cem milhões de americanos vacinados em 50 dias, metade do prazo prometido na posse.






























