- Valor Econômico
"Presidente das Reformas" no teste da Previdência
O ex-presidente Lula e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deram a largada na corrida presidencial, o petista atrás de uma blindagem às investigações da Operação Lava-Jato, e o tucano talvez tratando de assegurar um lugar na pista antes que a raia seja ocupada por pretendentes com maior apelo para um eleitorado que não parece seduzido por antigas apostas. O interesse de cada um pode ser diferente, mas a antecipação do debate sucessório tem em comum o condão de depreciar o governo Temer, num momento decisivo para as reformas econômicas.
Decisivo não só porque a reforma da Previdência caminha para a votação na comissão especial da Câmara dos Deputados, que deve aprová-la, como também porque a primeira onda de críticas à proposta parece ter abalado convicções no Congresso, onde até agora todas as pesquisas diziam que a proposta do governo passaria, com mudanças, mas certamente seria aprovada. Ganhou curso até uma tese exdrúxula segundo a qual é inexistente o déficit da Previdência. Só o que não parece ter mudado é a convicção do Palácio do Planalto de que a reforma será aprovada, pois não interessaria a ninguém que ela seja derrubada.




















