Folha de S. Paulo
Disputa política na tragédia gaúcha tem o
lado A, da luz, e o lado B, na treva
São recorrentes, por inevitáveis, as
comparações da catástrofe no Rio Grande do
Sul com a calamidade da recente pandemia. Em vários aspectos,
inclusive os efeitos político-eleitorais, muito menos dramáticos porque não
implicam perdas de modo direto e imediato.
Em decorrência da crise sanitária, deu-se mal o governante agressivamente negacionista. Jair Bolsonaro pagou com a derrota o preço da insensibilidade. Mas tampouco deu-se bem o governador que, diligente, providenciou o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19. João Doria foi visto como excessivo na propaganda do feito.

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