segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O tombo de Lula, a reação bolsonarista e a soberba que mudou de lado, por Bernardo Mello Franco

O Globo

Presidente subestimou adversário e estava convencido de que venceria no 1º turno; Flávio se apressa em decretar 'fim da era do PT'

Em setembro de 2025, o Supremo condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Em outubro de 2026, seu filho mais velho vai largar na frente no segundo turno da disputa presidencial.

Em pouco mais de um ano, o bolsonarismo saiu das cordas, ampliou sua bancada no Congresso e voltou a botar um pé na rampa do Planalto. A reação foi impulsionada pela autocombustão do Supremo e por erros do petismo, que subestimou o rival e demorou a admitir que o eleitor tinha motivo para cobrar mudanças.

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Segundo turno impõe debate maduro de ideias

Por O Globo

Direita deu demonstração de força; agora Flávio e Lula têm obrigação de trocar ataques estéreis por propostas exequíveis

O eleitor brasileiro ainda não escolheu o presidente da República ontem. Haverá segundo turno no próximo dia 25 entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio obteve 47% dos votos, ante 45% de Lula. A abstenção foi de 21%, aproximadamente o mesmo patamar de 2022. Os votos nulos e brancos cresceram em relação à última eleição — 4,7% ante 4,4%. Como em 2018 e 2022, as urnas refletiram o cenário político polarizado, e os demais candidatos não chegaram nem perto de ameaçar a hegemonia das duas maiores forças políticas do país. Mas o recado mais nítido das urnas foi o avanço de candidatos e partidos de direita.

Lula discursa ao vivo após apuração das urnas no 1º turno das eleições; assista

 

Desencanto, de Manuel Bandeira

 

Teresa Cristina - Alvorada (Cartola)