Revista Será?
Desculpem meus amigos acadêmicos, filósofos,
analistas políticos, intelectuais e jornalistas. A semana é de celebrar. Os
jornalistas são os únicos que têm desculpas de não o fazerem por razões
profissionais. Às vezes até penso que esses personagens não dormem.
Antes de fazer cenários e conjecturas sobre o
quarto mandato de Lula, que não vai ser fácil, deve-se celebrar o salto que
demos. Conseguimos evitar um governo golpista, corrupto como poucos e
subserviente. A natureza agradece. E os que sofrem de insegurança alimentar
também.
Celebrar é essencial, sobretudo, pelo feito realizado, quando a vitória foi alcançada não apenas por um homem ou dois, por um ou dois partidos, por um grupo de mulheres ou de jovens, por uma região ou outra, mas por um trabalho de milhões que se engajaram nas redes, saíram às ruas e se dirigiram a familiares, amigos, colegas e vizinhos para convencer os que não votaram no primeiro turno a votar em Lula, assim como trabalharam junto aos que votaram nulo ou branco. Porém, isso não era suficiente e milhões de pessoas foram mais longe: convenceram milhões de eleitores ou eleitoras a mudarem de voto, fazer aqueles e aquelas que votaram no candidato do PL votarem no Lula.


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