terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ajuste fiscal e embuste político, por Jorge J. Okubaro

O Estado de S. Paulo

Prometer cortes de gastos públicos e preservar programas sociais de alto custo é engambelar o eleitor

Num palco propício a embuste político, uma motosserra como a empunhada pelo presidente argentino Javier Milei para simbolizar seu projeto de redução do Estado tem forte impacto visual. Se levado à prática, um projeto desses tem consequências igualmente fortes: desemprego, aumento da pobreza e fechamento de empresas. Milhões de argentinos estão vendo isso. Não se sabe se por prudência ou criatividade, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, esforçado imitador de Milei, adotou um símbolo mais modesto, a tesoura, mas empregado de forma superlativa. Prometeu um tesouraço. Chegou a falar em corte de R$ 200 bilhões de gastos.

A ‘herança maldita’ em 2027, por Eliane Cantanhêde

O Estado de S. Paulo

Populismo de campanha vira tesouraço depois, mas Lula e Flávio escondem o jogo

Depois de confirmar que debate não é seu forte, como mostrou desde 1989 em todas as sete campanhas presidenciais que disputou, o presidente Lula manteve sua aposta nos anúncios populistas para tentar virar a eleição até o próximo domingo. O “vale-tudo” corre solto na sua campanha.

O desafio para que ele e Flávio Bolsonaro abram suas contas bancárias e a promessa de entregar os seus dados e de seus filhos ao TSE, ainda hoje, fazem parte do jogo. Mas antecipar o pagamento do Bolsa Família, a dias da eleição, não faz.

É o que se chama de “forçação de barra”, o uso da Presidência e dos recursos públicos para, inequivocamente, comprar votos e minimizar a abstenção, empurrando eleitores de baixa renda para as urnas no domingo.

O debate eleitoral e a miséria exposta, por Carlos Andreazza

O Estado de S. Paulo

A atividade política havida no Brasil é rasteira. A campanha eleitoral, rasteira. Rasteiros a serem os próximos quatro anos. Causalidade. Uma condenação. Serão anos de depressão aguda; de exaustão terminal, talvez com alguma chance de termos chances em 2030. (O esquema vigente, o tal polarizado, dá sinais de esgotamento na sociedade, embora sejamos mestres em desaproveitar chances.)

Será necessário sobreviver – andar de lado – até lá, qualquer que seja o produto das urnas. (O cronista não compara os candidatos, problemas diferentes, carregadores individuais para crises específicas.) Sobre o presente projetado no amanhã: o que pauta o debate hoje condiciona o porvir. O debate está num lugar distante daquelas que seriam as prioridades deste País.

SBT SABATINA LULA | #EleiçõesSBT2026

 

Poesia | É assim que te quero, de Pablo Neruda

 

Música | Cartola de Noel - Confesso

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