quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O primeiro tiro a gente nunca esquece, por Conrado Hübner Mendes

Folha de S. Paulo

Nenhum país na história melhorou a segurança armando a população

Política de liberação de armas aumenta mortes e moderniza arsenal do crime

Nunca tomei um tiro. Meu irmão, sim, no assento do motorista ao meu lado, o carro na frente de casa. Assalto sem anúncio, irrompido com o estrondo da bala. Entendi quando vi sangue escorrer pelo seu pescoço. Meu primeiro tiro aconteceu na adolescência. Por sorte e privilégio, nunca presenciei um segundo tiro.

Etiqueta do debate, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Os candidatos deveriam se chamar de 'presidente Fulano' e 'senador Beltrano'

Mas um deles insiste em exercer sua nova especialidade: ladrão, desta vez, de cenas

Nunca fui religioso, escapei raspando do serviço militar e usei uniforme escolar por pouquíssimos anos. Mas acredito que certas funções devam obedecer a uma certa liturgia para serem exercidas. Como se submeter a uma cirurgia se os membros da equipe médica estiverem fantasiados de mestre-sala e porta-bandeira? Ou confiar num chef de cozinha vestido de escafandrista? A simples liturgia não basta —às vezes, é necessário obedecer também à etiqueta.

A herança e o abismo, por William Waack

O Estado de S. Paulo

Leilão de promessas num jogo de populismo x populismo vai frustrar os desejos de mudança

As dificuldades de Lula para se reeleger continuam presentes em igual medida, que não é apenas aquela de números apertados exibidos por mais de dezena de pesquisas. É o profundo cansaço, descrédito e insatisfação generalizadas, o principal impulso da oposição.

Não se pode excluir que a farra de promessas irresponsáveis nesta reta final produza um resultado circunstancial, isto é, uma virada sobre o primeiro turno. Teria chances praticamente nulas, porém, de produzir nesse contexto “estrutural” uma mudança de rumo geral do País.

TSE vê interferência de big techs, por Carolina Brígido

O Estado de S. Paulo

Ala da Corte acredita que redes sociais interferiram nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Parte dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acredita que as big techs influenciaram no alcance das campanhas deste ano. Ao menos três dos sete ministros dizem nos bastidores que houve falhas na distribuição do conteúdo político por parte das redes sociais com potencial para influenciar a forma como os eleitores escolhem os representantes do País.

Na última sexta-feira, o TSE decidiu por unanimidade proibir a Meta de restringir a distribuição de conteúdo sobre candidatos. Ou seja, os ministros concordam que a forma como a empresa atuou nos últimos meses justificava o puxão de orelha.

Análise detalhada do Felipe Nunes sobre a pesquisa Quaest divulgada ontem, por Felipe Nunes

1/ Pesquisa Quaest mostra que a eleição continua muito acirrada. Os dois candidatos continuam tecnicamente empatados. Nas nossas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio está entre 43% e 47%. A de Lula, entre 42% e 46%. Indecisos podem chegar a 4%.

2/ O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem’.

3/ O voto útil de direita captado pela Quaest na última semana do primeiro turno já havia esvaziado o reservatório de votos dos outros candidatos e inflado Flávio. Na pesquisa, esse recall é fundamental para entender a matriz de mudança de voto.

Poesia | Eternamente exausto, de Vinicius de Moraes por Júlia Sonati

 

Música | Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Costa - Volver a los 17