Folha de S. Paulo
Prévia do texto da mudança nos impostos
amplia favores para empresas e dificulta gestão das contas públicas
Na versão
do Senado para a Reforma Tributária, há um limite para a carga de impostos
sobre o consumo de bens e serviços. Não é boa ideia, piorada ainda pelo cálculo
desse teto de impostos, baseado na média de receita de 2012 a 2021.
Nesses anos, houve quedas na arrecadação por
causa de anos de recessões medonhas (2015, 2016, 2020) e crescimento pífio do
PIB. O cálculo prejudica em particular o governo federal.
Não é o único e talvez não venha a ser nem o maior problema da reforma do Senado. Mas é novidade ruim. De ruindades velhas ampliadas, temos mais regimes especiais. Quer dizer, redução de alíquota de impostos para certo tipo de empresa ou setor, o que eleva a alíquota do imposto médio geral. Por exemplo, benefícios para empresas ricas de advogados, médicos e outros profissionais. Qual o motivo da distinção?
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