Revista Escuta
Desde o fim da tarde de ontem, já foram
publicadas muitas análises sobre a seção do Supremo Tribunal Federal (STF)
destinada a discutir a possibilidade da abertura de investigação sobre o
Ministro Alexandre de Moraes e suas relações com Vorcaro. Um aspecto ainda
pouco explorado diz respeito à intervenção da ministra Carmen Lucia, que,
apesar do voto equivocado pela separação dos processos de Moraes e do ministro
André Mendonça, foi precisa ao dizer-se “envergonhada” e lamentar que, “em um momento em que o Brasil está a menos de
20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo”.
A crise do STF engoliu a agenda nacional. Às vésperas do primeiro turno das eleições, não se discute o Brasil. As grandes questões que deveriam estar postas em debate público – sobretudo o tema da soberania nacional, em um contexto marcado pelos ataques de Trump ao país e aos riscos reais de intervencionismo externo – acabam relegadas a segundo plano. Questões como desigualdade, segurança pública, saúde e educação ficam escanteadas diante de uma agenda capturada pelos desdobramentos dos escândalos do caso Master.





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