Nova
rodada do benefício é queda de braço entre gastar e gastar com contrapartidas
de corte de despesas
Para
a concessão de uma nova rodada de auxílio emergencial,
com valor das parcelas limitado a R$ 250,00 e custo total de até R$ 30 bilhões,
a equipe econômica calcula que a medida de contrapartida já foi dada com o
congelamento dos salários dos servidores até o fim deste ano para União, Estados e municípios.
A
nova versão da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de orçamento de guerra,
que está sendo negociada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e lideranças do Congresso, deve prever uma espécie de
“waiver” (dispensa) extraordinário para concessão do auxílio durante o vácuo
jurídico deixado pelo fim do estado de calamidade em 31 de dezembro do ano
passado.
Para acionar o “botão” de um protocolo de guerra e combater o recrudescimento da pandemia, o que exigiria gastos maiores de R$ 30 bilhões, a proposta também vai prever mecanismos que garantam contrapartidas mais duras de ajuste fiscal, como o congelamento de salários dos servidores por mais dois anos. São medidas para serem acionadas no futuro, junto com o arcabouço de um novo marco fiscal para uma cláusula de calamidade pública.

























