Folha de S. Paulo
Principal desajuste é a expansão obrigatória
de despesas em meio à distribuição de benefícios para grupos de interesse
Solução depende de debate com sociedade e
negociação com a política e é agenda para Presidência
As escolhas de política econômica passaram a
dominar o debate depois da eleição.
Existem sinais de problemas econômicos à
frente, como, por exemplo, o número recorde de empresas em recuperação
judicial, o elevado endividamento privado e as graves dificuldades de
algumas companhias em setores como varejo
e agronegócio.
As dificuldades se disseminam com o desequilíbrio das contas públicas e as altas taxas de juros.
Os problemas devem se agravar em 2027, mas o tamanho da encrenca dependerá das
decisões do governo já na transição para o novo mandato.
No debate, contudo, têm sido criados espantalhos retóricos. Um exemplo é o suposto dilema: ajuste fiscal ou preservar os programas sociais? Isso pode ser verdade em outros países, mas não é o nosso caso.





