O Globo
Comandantes militares podem não antecipar a
saída, mas querem apoio do novo governo a projetos estratégicos
A crise originada pela politização dos
militares pelo Presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de permanecer no poder
de qualquer maneira, fosse pelo voto - o que não aconteceu por muito pouco -,
ou através de um golpe político-militar, parece estar sendo superada desde que
o presidente eleito Lula deixou vazar que o ex-deputado José Múcio Monteiro
será o novo ministro da Defesa.
As negociações nos bastidores encaminham-se
para que a transição dos comandos militares seja feita da maneira mais normal
possível, sem a antecipação pretendida pelos atuais comandantes das Três Armas.
No entanto, a politização deixou sequelas, que só serão resolvidas a médio e
longo prazos.
Há uma ansiedade entre as altas patentes militares para que o novo ministro da Defesa e o Presidente da República se posicionem em apoio a projetos militares estratégicos claramente sustentados; à política de recursos humanos, sobre a qual pretendem total controle das Forças Armadas, e um diálogo “franco e respeitoso” com os alto-comandos.
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