O Globo
Uma briga política do Maranhão, ou de
qualquer estado brasileiro, não vale a nacionalização de uma crise
institucional que revela o caráter autoritário da instituição que deveria zelar
pelo cumprimento da Constituição.
A medida da decisão autoritária do ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ordenar uma busca e
apreensão na casa de um jornalista para descobrir a fonte da denúncia deste
contra seu colega Flávio Dino é transformar um caso de política regional em
crise institucional, afetando a liberdade de imprensa. O ponto de partida é
simples: nenhuma autoridade tem o direito de apreender celulares e computadores
de jornalistas com o objetivo de descobrir quem lhes deu uma determinada
informação.
Se considera tão grave o fato a ponto de se mover rapidamente para defender Dino, o Judiciário tem o dever de investigar, mas não pode avançar sobre a liberdade de imprensa, não importa que o jornalista maranhense seja corrupto — como acusam — ou que Dino não tenha cometido nenhuma ilegalidade.












.jpg)

.jpg)
















.jpg)

.jpg)