Razões
para a cólera do presidente
O
presidente Jair Bolsonaro está mais histérico do que de costume. E sua histeria
não foi atenuada com a boa notícia para sua família de que o Superior Tribunal
de Justiça, liderado pelo ministro João Otávio de Noronha, por quem ele se
apaixonou à primeira vista, detonou o processo que investiga Flávio Bolsonaro,
acusado dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O
mais recente surto de descontrole de Bolsonaro começou dias antes de ele
anunciar que demitiria o economista Roberto Castelo Branco, indicado para a
presidência da Petrobras por Paulo Guedes, ministro da Economia, o ex-Posto
Ipiranga do governo que ainda se imagina um general, mas que há muito tempo não
passa de um desprestigiado ajudante de ordens do ex-capitão.
Era mais uma crise que poderia ter sido evitada, mas não, representou um baque para as ações da empresa na Bolsa de Valores, o dólar subiu e o país ficou mais caro para os brasileiros, e mais barato para os investidores estrangeiros. O mandato de Castelo Branco termina agora em março. Se não fosse renovado, ele simplesmente iria para casa sem esse barulho todo.





























