Donald Trump pediu aos americanos que votassem nas eleições de meio de mandato como se seu nome estivesse nas urnas. Foi atendido. A derrota republicana de 3 de novembro devolveu aos democratas o controle das duas Casas do Congresso e atingiu estados que pareciam protegidos pela fidelidade ao presidente. As urnas impuseram um limite ao seu poder. Mas seria precipitado confundir esse resultado com o encerramento dos riscos de seu governo.
Os números dão a dimensão da mudança. Até o fechamento das edições de quinta-feira, o bloco democrata tinha 54 cadeiras asseguradas no Senado, contra 44 republicanas, com duas disputas pendentes. Conquistou sete cadeiras antes ocupadas pelos republicanos, incluindo as do Texas, Kansas, Ohio e das duas Carolinas. Na Câmara dos Representantes, já havia conquistado 237 das 435 cadeiras, com a apuração ainda em andamento.







