Valor Econômico
Palanque de Jucá em RR tem PL de Bolsonaro
na vice
Quando era presidente do Senado, o então
senador Eunício Oliveira (MDB-CE), acomodado em uma mesa do café atrás do
plenário, rabiscou em uma folha de papel, com a destreza de uma criança de
quatro anos, um suposto mapa do Brasil. Dividiu o esboço em 27 círculos e
anotou, em cada um, o nome do cacique que dominava aquela região.
Na ocasião, Eunício explicou que o MDB era
um partido de lideranças regionais, onde cada um era dono do seu quadrado.
Assim, há mais de uma década, Eunício controla o diretório do Ceará, enquanto o
ex-presidente José Sarney comanda o MDB no Amapá e no Maranhão, Renan Calheiros
dirige o MDB de Alagoas, Jader Barbalho, o diretório do Pará, e o ex-senador
Romero Jucá, o diretório de Roraima, para citar alguns dos principais cardeais.
É nessa configuração de potências regionais
que o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), trabalha para
construir maioria em torno da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS) à
Presidência da República.
O desafio de Baleia é duplo: garantir o MDB, e, na sequência, vencer o páreo na terceira via, entre a dupla de adversários tucanos: os ex-governadores João Doria e Eduardo Leite. O ex-juiz Sergio Moro tem afirmado que não saiu da corrida, mas o fato é que o União Brasil não lhe dará legenda para concorrer ao Planalto.
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