Campanha pelo voto útil não pode intimidar os eleitores centristas. Um novo governo precisará deles para reformar o País.
Está em plena articulação uma campanha,
feita por petistas e eleitores de Lula, em favor de uma concentração de votos
no ex-presidente logo no primeiro turno das eleições do próximo dia 2 de
outubro.
A campanha está em sintonia com o plano
seguido pela candidatura de Lula desde o início: formar uma articulação de
esquerda com musculatura eleitoral suficiente para impulsionar o PT à conquista
do governo federal.
Nada a se questionar nisso. É a marca petista: mostrar a própria força e vencer. Acordos, negociações e entendimentos, caso tenham de ser considerados, só serão empreendidos depois da vitória. E serão pontuais, olhos postos na formação de uma base parlamentar de perfil governista, pensada mais em termos aritméticos do que políticos. Não seria inédito se, em 2023, o governo Lula estivesse com um Centrão devidamente repaginado.



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