TSE tem o dever de punir Bolsonaro e torná-lo inelegível
O Globo
Não faltam evidências de que ele usou
recursos públicos para tentar subverter a democracia
Passados 11 meses da reunião em Brasília
convocada por Jair Bolsonaro com
embaixadores para disseminar suas fantasias sem cabimento sobre as urnas
eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
dará início nesta semana ao julgamento que poderá torná-lo inelegível. Em
representação feita pelo PDT, ele e o candidato a vice em sua chapa, Walter
Braga Netto, são acusados de abuso de poder político. Não faltam provas do que
aconteceu no Palácio da Alvorada em julho diante de diplomatas estrangeiros,
nem motivos para os ministros da Corte tornarem Bolsonaro e Braga Netto
inelegíveis por oito anos.
No encontro de cerca de 50 minutos, Bolsonaro tinha um objetivo evidente: desacreditar o sistema eleitoral brasileiro e o Judiciário junto ao eleitorado, para depois justificar a quebra da ordem democrática em caso de derrota nas urnas. Logo no início do discurso, afirmou que basearia sua argumentação num inquérito da Polícia Federal (PF) sobre uma suspeita de invasão dos sistemas do TSE. Declarou em seguida que as sugestões apresentadas pelas Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral (CTE) eram ignoradas, atacou integrantes do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) e repetiu teses conspiratórias sobre as urnas eletrônicas.
















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