- Correio Braziliense
É um cenário do tipo “rouba mas faz” (Ademar de Barros) versus “prendo e arrebento” (João Batista Figueiredo)
A dupla caipira Jararaca (o alagoano José Luiz Rodrigues Calazans) e Ratinho (o baiano Severino Rangel de Carvalho) fez história no chamado cancioneiro popular. A fama veio com os filmes da antiga Vera Cruz e com a Rádio Nacional, mas os dois exímios músicos foram também grandes humoristas e brilharam no programa Balança Mas Não Cai, tanto no rádio quanto na televisão. Com a morte do parceiro Ratinho, autor de Saxofone, por que choras?, Jararaca encerrou a carreira no elenco de Chico City, mas ambos deixaram pérolas da nossa música popular, como Sapo no saco, recentemente gravada por Pedrinho Miranda, Vamos apanhar limão e Frevinho bossa nova? É dele uma das marchinhas mais cantadas no carnaval desde a década de 1940: Mamãe, eu quero!, cuja letra maliciosa volta e meia serve de analogia para descrever a corrupção na política.
















