Valor Econômico
Falta de comando militar do golpismo moderno
foi fundamental para insucesso
Os golpes de Estado, ou tentativas dele, se
dividem em sua tipologia própria, mas todos se parecem. Reeditar 1964 sempre
foi uma aspiração do ex-presidente Jair Bolsonaro e do grupo de militares que o
cercou no poder, e há elementos de que ele o tentou pelo menos duas vezes, de
acordo com uma especialista na ruptura de março de 60 anos atrás, a
historiadora mineira Heloisa Starling. A pesquisadora lança nesta sexta-feira o
livro “1964: Como foi desmontada a democracia no Brasil”, pela Companhia das
Letras. Para ela, bebeu-se da mesma fonte.
Há basicamente dois tipos de golpe: a Quartelada e o Pronunciamento. Em comum, ambos têm uma primeira fase, que é a da conspiração. O desfecho é um só: a ruptura institucional por meio da ação da caserna. A Quartelada se dá com as ruas em silêncio. O Pronunciamento tem como segunda fase a criação de um ambiente de desordem, de um clamor popular pela intervenção militar, forte o suficiente para revesti-la de legitimidade.











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