Correio Braziliense
A harmonização entre adversários é tradição que vem desde o Império. Quem rompe com este círculo costuma pagar preço elevado
Interessante e inteligente a sequência de visitas que o presidente Lula fez aos
estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Todos eles são governados
por expoentes da oposição ao governo. O presidente da República percebeu que o
momento é de conciliar, e trabalhar junto com outros personagens fora de seu
circuito partidário, para poder propor projetos e avançar na conquista de
territórios políticos. A eleição municipal é a antessala da eleição
presidencial. É da tradição brasileira a conciliação que vem desde o Império.
Quem rompe com esse círculo costuma pagar preço elevado.
O presidente Lula fez questão de se deixar fotografar abraçado a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, o mais destacado aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, talvez candidato à reeleição em São Paulo ou numa jogada mais ousada à Presidência da República. O presidente assinou documento que libera verbas federais para construção do túnel Santos-Guarujá, que também deverá receber dinheiro do estado de São Paulo. E colocou-se publicamente à disposição do governador paulista. Ele prega a conciliação e o respeito democrático que permita a convivência dos antagônicos no mesmo espaço político.













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