O Globo
Na posse da nova diretoria da Academia
Brasileira de Letras (ABL), sexta-feira, enumerei alguns compromissos da
principal instituição cultural do país, que passo a enumerar:
Diversidade
“Nos últimos meses procuramos espelhar mais a diversidade brasileira ao
escolher os substitutos para as cadeiras vagas. Renovamos nossa crença no
empoderamento feminino elegendo a atriz Fernanda Montenegro, ícone da cultura
brasileira e representante do teatro que já deu à ABL, entre outros, o crítico
Sábato Magaldi e o dramaturgo Dias Gomes, cujo centenário comemoramos este ano.
Em Gilberto Gil celebramos a poesia e a identidade afrobrasileira, que sempre
esteve presente na Academia, desde o fundador Machado de Assis até o recente
presidente Domicio Proença Filho e grandes negros do mundo da cultura
brasileira, como Evaristo de Moraes Filho, Octavio Mangabeira e José do
Patrocínio, entre outros. Num momento em que a ciência nunca foi tão necessária
e ao mesmo tempo tão negligenciada pelas autoridades, elegemos o neurocirurgião
Paulo Niemeyer Filho, seguindo uma tradição de ter entre nós grandes médicos
como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas Filho e mais recentemente Ivo Pitangui. A
visão humanística de José Paulo Cavalcanti, jurista e escritor, especialista em
Fernando Pessoa, e a visão modernizadora do economista, filósofo e escritor
Eduardo Giannetti da Fonseca foram as duas recentes homenagens feitas à
diversidade cultural do país, um pernambucano de raiz, o outro mineiro, com
atuação a partir de São Paulo”.