Folha de S. Paulo
Degradação do STF é antiga e vai longe, mas é
preciso conter manipulação eleitoral
Presidentes da República, Congresso e
tribunais superiores criaram promiscuidade
A eleição para presidente até agora está
sendo disputada em grande parte na delegacia, nos corredores do sistema de
Justiça. Está evidente no embate entre André
Mendonça e o enroladíssimo Alexandre
de Moraes, ambos com conexões fortes na Polícia Federal e na política
politiqueira. Ficou evidente no pinga-pinga das investigações sobre Fábio Luís
Lula da Silva, o
Lulinha das más companhias, no mínimo.
Está evidente na dosagem de vazamentos que
até agora acertam mais em Luiz Inácio Lula da Silva. A PF se profissionalizou
de fins dos anos 1990 a 2018. Agora, há de novo grupos da fuzarca, uns
pró-Bolsonaro, uns pró-Lula.
Dos atuais dez ministros do STF, três foram Advogados-Gerais da União (AGU): Gilmar Mendes (de Fernando Henrique Cardoso), Dias Toffoli (de Lula) e André Mendonça. Um foi ministro da Justiça e AGU: Mendonça, de Jair Bolsonaro.
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