Correio Braziliense
Os indicadores sociais
precisam ser confrontados com os resultados do Censo 2022, principalmente na
educação, na saúde, na habitação, nos transportes e na segurança pública
No Natal de 1989, a criminalidade nos
Estados Unidos atingiu um de seus índices mais elevados. Nos 15 anos
anteriores, havia aumentado 80%. A partir dos anos 1990, começou a cair
repentinamente, até atingir patamares equivalentes ao imediato pós-Segunda
Guerra Mundial. As explicações eram as mais diversas: estratégias inovadoras da
polícia, prisões mais seguras, mudanças no mercado de drogas, controle de
armas, mais polícia nas ruas e outras medidas associadas à segurança pública,
além do envelhecimento da população.
O economista Steven D. Levitt, da Universidade de Chicago, e o jornalista novaiorquino Stephen J Dubner analisaram todas essas hipóteses, inclusive aquela que atribui a queda da criminalidade ao envelhecimento da população, no livro Freakonomics, o lado oculto e inesperado que nos afeta (Editora Campus), para concluir que nada disso foi o fator determinante da queda da criminalidade. Embora os velhinhos fossem menos violentos que os norte-americanos mais jovens, chegaram à conclusão de que o fator determinante da redução da criminalidade fora a legalização do aborto, porque reduziu drasticamente a população de jovens em situação de risco.
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