Folha de S. Paulo
Operação cheia de oportunismo político pôs
proposta na boca de uma votação no Congresso
A operação que levou adiante o projeto
de lei Antiaborto por Estupro tomou impulso numa sequência de farsas.
Para chegar até a boca de uma votação no Congresso, os defensores da proposta
lançaram mão de abusos, artimanhas e uma boa dose de malandragem política.
A primeira trapaça foi armada pelo Conselho Federal de Medicina. Em março, o órgão aprovou uma resolução que impedia médicos de usarem a assistolia fetal para o aborto em gestações acima de 22 semanas, mesmo em casos de estupro. Os doutores devem ter achado que estavam acima da lei, que não proíbe a interrupção da gravidez nesse estágio e não veda o uso da técnica, recomendada pela OMS.
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