Correio Braziliense
Militantes-raiz fazem a blindagem tanto do
presidente quanto do candidato de oposição nas redes sociais, indiferentes aos
fatos negativos que surgem
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
absorveu o desgaste provocado pelo envolvimento do líder do governo no Senado,
Jaques Wagner (PT-BA), no caso Master, enquanto seu principal adversário nas
eleições, Flávio Bolsonaro (PL-RR), administrou a crise com a ex-primeira-dama
Michele Bolsonaro, que havia gravado um vídeo se dizendo
desrespeitada e humilhada pelo filho do ex-presidente Bolsonaro. Talvez porque
tenham se posicionado corretamente para estancar a crise, talvez porque o foco
de atenção dos eleitores tenha se deslocado para a Seleção Brasileira na Copa
do Mundo.
É o que mostra a pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nessa segunda-feira: ambos atravessaram as últimas semanas sob intenso desgaste político, mas nenhum deles sofreu abalo eleitoral significativo. Ao contrário, os números indicam que ambos permanecem sustentados por bases eleitorais altamente consolidadas, tornando a disputa cada vez mais dependente da conquista do eleitorado moderado e da transferência dos votos dos candidatos hoje situados na chamada terceira via.











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