O Estado de S. Paulo
Benedito Ruy Barbosa morreu na semana
passada, aos 95 anos. Cinco a mais do que eu. Jovens, nos encontrávamos no
jornal Última Hora, do Samuel Wainer. Ele nos esportes, eu na geral e em variedades.
Ambos magros, sotaque caipira. O meu, araraquarense; o dele, de Vera Cruz,
vizinha a Marília.
Na verdade, depois descobri que ele nasceu em
Gália. Este nome me remetia às aulas de latim do professor Luciano, que nos
obrigava a decorar De Bello Gallico. Quando me contou de sua cidade, eu disse:
Garça, Gália, Vera Cruz, Lácio, Marília. Trajeto que eu fazia nas férias indo
para sítios de tios cafeicultores de porte médio em Vera Cruz.
Na UH – como dizíamos –, ele ficava muito perto de mim, graças aos meus contatos com o mundo do cinema e do teatro. Assim, cautelosamente, ele foi chegando ao Oficina e ao Arena, que se contrapunham ao “teatrão”, como se dizia, do TBC, e de Cacilda Becker, Nydia Licia, Sérgio Cardoso e outros figurões.















.jpg)
.jpg)













.jpg)



