Eleições
nos EUA e aqui permitem que governo ignore o furacão de problemas que virá
Faz
semanas, Jair Bolsonaro está em férias do seu desgoverno. Quer dizer, não tem
sido nem ao menos obrigado a deixar de tomar decisões sobre assuntos cruciais
ou ignorá-los, que é o seu padrão habitual de conduta.
O
mundo está distraído pela situação horrorosa dos Estados
Unidos e os parlamentares brasileiros estão ocupados com
eleições municipais e de conchavos para a escolha do comando do Congresso em
2021 e de novos ministros. Nas votações que ainda acontecem, deputados e
senadores fazem mais ou menos o que querem.
A
folga vai acabar. A distração maior pode passar, caso os Estados Unidos não
entrem em convulsão. Daqui a dois domingos, no dia 15, acaba a eleição
municipal na maior parte do país, embora restem algumas segundas rodadas.
Então,
haverá problemas a resolver, como o Orçamento de 2021; como manter (ou não)
o teto de
gastos, o auxílio para os muitos pobres extras que a calamidade
econômica e sanitária deixará, para nem falar de uma política racional de
vacinação, se houver vacina (mais improvável ainda é que haja razão). Há mais,
mas passemos, por ora.






























