Valor Econômico
Estudo mostra que programas para
desenvolvimento da indústria no país contribuíram positivamente, mas foram
limitados pelo regime macroeconômico
Por que falharam programas para
industrializar o país? Como dar continuidade ao NIB (Nova Indústria Brasil)?
Depois do resultado da eleição de domingo, essas perguntas já deveriam tirar o
sono de postulantes a cargos na área econômica do governo Lula 4.
Bom começo seria a leitura de um robusto
trabalho acadêmico feito por quatro economistas brasileiros que estudaram o
insucesso dos programas industriais lançados depois das reformas liberalizantes
dos anos 1990: André Nassif, da Universidade Federal Fluminense, Carmem Feijó,
do CNPq, Eliane Araújo, da Universidade Estadual de Maringá, e Paulo César
Morceiro, da Universidade de Johannesburgo.
A conclusão dos economistas, testada com dados estatísticos e econométricos, indica algumas causas desse insucesso. Em resumo, a eficácia da política industrial teria sido limitada pela ausência de um regime macroeconômico de suporte em ambiente caracterizado por juros reais persistentemente elevados e por episódios recorrentes de sobrevalorização cambial. A falta de coordenação entre as políticas monetária, fiscal e cambial limitou os resultados.








.jpg)
.jpg)

.jpg)





















