- O Estado de S.Paulo
Além de militares, quem chega ao poder com Bolsonaro são os evangélicos
Além dos militares, há um outro setor da vida nacional esfuziante e em alta nas eleições de 2018: os evangélicos das diferentes designações, que apoiam maciçamente Jair Bolsonaro, agora a um passo de assumir a Presidência da República.
Militares e evangélicos, aliás, andam muito juntos: “quase 100% dos evangélicos apoiaram a ditadura militar”, segundo o pastor e ministro Ronaldo Fonseca, secretário-geral da Presidência de Temer. No primeiro turno, Fonseca diz que votou em Henrique Meirelles, do MDB. No segundo, vai de Bolsonaro.
Os principais líderes da Assembleia de Deus, da qual o ministro Fonseca é pastor, eram generais, coronéis, tenentes, desde os anos 1960, as igrejas evangélicas têm uma hierarquia que praticamente copia a militar e ambos, militares e evangélicos, têm posições muito próximas em questões de comportamento, no apoio a Israel e, em geral, no horror à esquerda. Neste momento, muito particularmente ao PT.
Como contraponto: o ex-presidente Lula fez até reunião entre países árabes e do Mercosul no Itamaraty, em Brasília, e foi mais de uma vez à região, mas só fez uma visita oficial a Israel no seu último ano de governo. E Dilma Rousseff foi mais longe, ao rejeitar um embaixador indicado por Israel.





























