O Globo
O Bolsa Família tem origem bem definida no
Brasil. Nasceu em 1994, na cidade de Campinas, lançado pelo prefeito Magalhães
Teixeira (conhecido como Grama), do PSDB. O nome era Programa de Renda Mínima,
com foco bem determinado.
Pagava, em dinheiro, um complemento para
famílias consideradas miseráveis. Para receber o dinheiro, a família deveria
manter os filhos na escola, com bons resultados, receber os funcionários da
Assistência Social em suas casas periodicamente e frequentar cursos
profissionalizantes, entre outras obrigações.
Baseava-se em estudos desenvolvidos no
âmbito do Banco Mundial, cujo objetivo era saber por que as famílias
permaneciam pobres ao longo de gerações. A resposta: porque as crianças não iam
à escola, já que precisavam ajudar os pais no trabalho. Daí a ideia óbvia:
pagar para que as crianças frequentassem a escola e os postos de saúde.
Frequentando a escola, obtendo uma
profissão, os pobres escapariam da pobreza. Aplicado em vários países em
desenvolvimento, o programa foi um enorme sucesso.
Inclusive em Campinas, fazendo do prefeito
Grama um nome nacional. Em 1995, o então governador do Distrito Federal,
Cristovam Buarque, do PT, antigo defensor da ideia, criou o Bolsa Escola.
Assegurava um salário mínimo a cada família carente em que todas as crianças
entre 7 e 14 anos fossem matriculadas na escola pública.
Finalmente, em 2001, já no governo FH, Ruth Cardoso liderou o Bolsa Escola nacional e iniciou o movimento de unificação dos programas de distribuição de renda e combate à fome. Ao final da administração tucana, havia três programas principais, o Bolsa Escola, o Auxílio Gás e o Cartão Alimentação, beneficiando perto de 5 milhões de famílias.