O Estado de S. Paulo
A maldade se move à vontade no mundo inferior dos belicistas. E a ONU, lenta, não tem doutrina universal ou argúcia para ser sombra reparadora
O passado se converte em presente quando as
circunstâncias que o produziram nunca deixaram de existir. A paz mundial não
será alcançada enquanto persistir a ideia de que a semente pode germinar sem
que tenha sido plantada. Há um regime internacional cujas convenções
estabelecem normas e códigos de conduta que devem ser respeitados num conflito
armado. Uma linha de moderação que permita deixar algum espaço para a
negociação entre os Estados envolvidos. Uma fórmula mínima de ética de guerra
para impedir que combatentes virem sanguinários.
Um último recurso para diminuir o sofrimento humano e preservar um resto de humanismo na guerra é regido pelo Direito Internacional Humanitário, o jus in bello (direito na guerra). Deve existir, independentemente das causas, motivos e justificativas que um lado sempre utiliza para usar o jus ad bellum (direito à guerra) e querer que ela seja considerada justa.

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