Folha de S. Paulo
Vigilância cívica defendida pelo presidente
eleito indiretamente em 1985, e que jamais assumiu, voltou à cena sob Bolsonaro
A eleição indireta de Tancredo
Neves para a Presidência da República completa 40 anos na próxima
quarta-feira (15) como uma espécie de lembrete para defensores da democracia. O
apelo do político mineiro para que as forças civilizatórias não se dispersassem
é visto ainda hoje como um discurso atual.
A votação do Colégio Eleitoral que em 1985
escolheu Tancredo para ser o primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura
militar entrou para a história como um marco da redemocratização do
Brasil. Simbolizava a esperança do fim dos anos de chumbo e o triunfo do Estado
democrático de Direito.
Na prática, os caminhos foram mais tortuosos —antes e depois da eleição em que deputados deram 480 votos ao candidato do então PMDB contra Paulo Maluf (PDS), o preferido de 180 dos votantes.













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