O Globo
Novos detalhes do planejamento do golpe de
Bolsonaro revelam que o país esteve a um triz de uma nova tragédia autoritária
O triz que estivemos de uma nova tragédia
autoritária se vê nas conversas do policial federal Wladimir Matos Soares com o
advogado Luciano Diniz. O advogado diz: “Bastava tão somente para dar um susto,
dissolver o STF… Puf, acabou meu irmão. Como faz falta um Figueiredo. O Médici,
o Médici.” O agente responde que o plano estava pronto, mas Bolsonaro foi
“traído” pelo Exército. “A gente ia empurrar meio mundo de gente, pô. Matar
meio mundo. Estava nem aí cara.” E acrescenta, “o Alexandre de Moraes realmente
tinha que ter tido a cabeça cortada”.
A certeza da impunidade de Wladimir Matos se vê num detalhe revelado. Ele guardava todas essas informações tórridas, mensagens escritas e em áudio, provas de crime, no notebook da Polícia Federal. As provas estavam com ele quando foi preso, em novembro de 2024, no Rio. Wladimir Matos havia sido deslocado para a cidade porque 80% do efetivo da PF participava da segurança do G20, mas foi deixado em uma posição periférica, pois já estava sendo monitorado.









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