Folha de S. Paulo
Presidente pediu apoio em dois encontros
para reduzir vantagem de Lula com eleitor mais pobre
Durante uma feijoada
num apartamento do Morumbi, há duas semanas, um convidado perguntou a Jair
Bolsonaro como os empresários poderiam ajudar sua campanha à reeleição. O
presidente chamou os funcionários da cozinha, falou sobre os perigos de uma
vitória da esquerda em outubro e pediu aos endinheirados que fizessem o mesmo com
outros trabalhadores.
Quem contou a história foi o próprio
Bolsonaro. Dias depois daquele almoço, ele foi a um
evento com donos de supermercados e sugeriu que eles falassem com
"os mais humildes" em suas lojas. "É reunir pelo menos uma vez
por semana com o pessoal no canto e dar a palavra: 'Onde está apertando o calo
de cada um de vocês?'. Para ganhar a confiança."
Bolsonaro sabe onde seu calo aperta nesta eleição. Quando pediu apoio dos mais ricos na feijoada do Morumbi, o presidente se referiu aos trabalhadores da cozinha como um "pessoal que ganha, em média, R$ 2.000 por mês", segmento em que ele enfrenta uma desvantagem arrasadora.
.jpg)










.jpg)


.jpg)

.jpg)





.jpg)

.jpg)

.jpg)



