- Valor Econômico
• As consequências das surpresas de 2016 serão sentidas agora
Sob quaisquer aspectos, 2016 foi um dos anos mais surpreendentes para a ordem mundial ocidental desde a Segunda Guerra Mundial. Foi o ano da grande revolta, da rejeição das elites liberais pelos eleitores, do retorno do nacionalismo, do populismo. Esse processo deverá continuar, mas boa parte das suas consequências começará de fato a ser sentida em 2017, que tem tudo para ser o ano da grande incerteza.
A começar pelos EUA. Pela primeira vez, o país líder do Ocidente será governado por um presidente neófito e populista. Ou ainda, como escreveu nesta semana o colunista Nicholas Kristof, no jornal "The New York Times", pelo político americano "mais evasivo, ignorante e pueril". O grau de incerteza ligado ao governo de Donald Trump não poderia ser maior. A expectativa inicial de que, passada a eleição, ele adotaria um versão light já se dissipou.



















