Inédito
na pandemia, número de ocupados cresceu; futuro dos informais ainda é sombrio
Sexta-feira,
antevéspera de votação. Guilherme
Boulos, a estrela vermelha da eleição, pegou Covid.
Algumas pessoas sextando, outras fritando Paulo Guedes. Os remediados compravam
coisas para este Natal pobrezinho naquela promoção importada dos Estados
Unidos.
Pouca
gente normal presta atenção às estatísticas
de emprego, ainda menos em uma sexta-feira assim. No máximo, viram aquelas
manchetes satisfeitas com as palavras “recorde” ou “desemprego histórico”,
essas coisas.
Mas
tinha notícia menos ruim naqueles números
deprimentes do IBGE. Pela primeira vez desde o começo da epidemia, aumentou
o número de pessoas com algum trabalho (em 798 mil); até o emprego formal
aumentou. Pelo terceiro mês seguido, aumentou o que os economistas chamam de
“massa salarial”, a soma dos rendimentos do trabalho de todo o mundo naquele
mês (pelo critério de rendimento efetivo).
O desemprego não aumentou? Sim, para 14,6%, o tal recorde, de fato horrível. Mas taxa de desemprego é uma proporção: o número de pessoas que procuram trabalho, sem sucesso, dividido pelo número de pessoas na força de trabalho (grosso modo, as empregadas mais aquelas à procura de emprego, sem sucesso).


























