Folha de S. Paulo
Qualquer que seja o resultado de outubro,
teremos de lutar pela democracia
A leitura
das cartas em defesa das liberdades, nesta quinta (11), marca um momento
notável da história brasileira. Começamos, como país, a renascer de um desastre
civilizatório. Brotam esperanças na terra crestada. E isso implica reconhecer
que há destruição e cinzas.
Qualquer que seja o resultado da eleição de
outubro, viveremos dias atribulados. Não haverá o descanso à sombra depois da
batalha. Se Bolsonaro vencer, tentará, pela via legislativa, destruir uma
democracia já lanhada, buscando emparedar o Supremo. Se o vitorioso for Lula,
seus eventuais erros serão o menor dos nossos problemas. A extrema direita
continuará a atacar as instituições.
Defendi, como sabem, desde a primeira hora, que os desiguais se juntassem em favor daquilo que lhes permite serem quem são: o regime de liberdades e de triunfo da lei sobre a vontade dos mais fortes. Sou signatário inicial da "Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado de Direito", que mereceu leitura solene na São Francisco e outras faculdades e universidades Brasil afora.
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