Valor Econômico
Novo arcabouço fiscal pode ser desmoralizado
logo na estreia
Antes mesmo de o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva colocar em xeque a estratégia econômica do seu próprio governo, ao
afirmar que o resultado fiscal de 2024 não precisa ser zero, era de apreensão o
clima nos bastidores do Ministério da Fazenda. No jovem time do ministro
Fernando Haddad, a habitualmente alta disposição para enfrentar desafios já
vinha cedendo lugar para o reconhecimento das grandes dificuldades que há pela
frente. A declaração de Lula foi a cereja amarga do bolo.
“Depois de tudo o que aconteceu, a Selic recuou um ponto. Um ponto!”, comentou um integrante do Ministério da Fazenda um dia antes da fala do presidente. A taxa, completou, segue muito alta. Está em 12,75%, ante 13,75% em janeiro. É um fator que estressa a vida de pessoas e empresas. “As pessoas acham que está tudo bem, mas não está”, avaliou.


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