O Estado de S. Paulo
Nossas elites pouco ou nada fizeram para projetar um futuro diferente para esse Brasil em que nos é dado viver
Vinte e quatro séculos atrás, o filósofo
grego Aristóteles (384-322 a.C.) sacou o que até hoje nós, brasileiros,
parecemos não entender: que uma república ( pólis) estável e justa requer uma
classe média robusta.
Passamos os sete dias da semana discutindo se Lula e Bolsonaro serão candidatos em 2026 (queira Deus que não), de onde irão tirar dinheiro para financiar suas campanhas e quais serão as consequências previsíveis da vitória de um ou outro. Mas ao essencial nunca vamos: que distorção profunda em nossa estrutura social nos impede de atingir objetivos que aparentemente compartilhamos? Por que não conseguimos promover o bem-estar social num ritmo adequado e sustentável? Por que a corrupção parece não ter fim (e por que o pior exemplo dela são os “penduricalhos” do Judiciário)? Por que a violência não só cresce, como parece se tornar cada vez mais bestial?


















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