O Globo
Ninguém precisou forçar o acesso a nenhum
sistema, senha alguma teve de ser adivinhada. As falhas de segurança, que
certamente existiram, até aqui não parecem ter sido do Banco Central
Quando alguém fala de qualquer crime
envolvendo hackers, é inevitável que nos venha a imagem: um rapaz branquelo,
espinhas no rosto, moletom de capuz e longas horas diante do computador.
Pizzas, refrigerantes, energéticos. O desvio de dinheiro pelo sistema Pix ocorrido na
semana passada, com perdas de R$ 400 milhões ou mais, não envolveu o
estereótipo. A ação foi profissional, feita por quem sabia exatamente o que
fazia e, principalmente, limpa. Ninguém precisou forçar o acesso a nenhum
sistema, senha alguma teve de ser adivinhada. As falhas de segurança, que
certamente existiram, até aqui não parecem ter sido do Banco
Central.
Para que o Pix funcione e possamos fazer transferências imediatas, saindo da minha conta e entrando na sua, é preciso que três componentes distintos funcionem. Primeiro, as Contas de Pagamentos Instantâneos, ou Contas PI. Depois, o SPI, Sistema de Pagamentos Instantâneos. Por fim, o DICT, Diretório de Identificadores de Contas Transacionais.

































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