Folha de S. Paulo
Pode ser um fiasco, pode ser a oportunidade
para reformas profundas
Contra um consenso tecnocrático, cosmopolita,
globalizante, laico, progressista e —ao menos no discurso— ambientalista, ergue-se uma
direita que é, ao contrário, próxima do homem comum,
nacionalista, orgulhosa de suas raízes cristãs, conservadora e cética quanto às
mudanças climáticas. Ela tem várias versões, algumas mais moderadas, outras mais
extremistas, algumas mais intervencionistas, outras mais
libertárias; mas todas com algo em comum: o sentimento antissistema. E, em
2025, essa direita chegará mais longe do que nunca.
Em 2017, Trump chegou
ao poder cercado de assessores do establishment político republicano, que o
contiveram de várias maneiras. Agora, esse próprio establishment se
rendeu ao trumpismo e tem, portanto, menos capacidade e disposição de
limitá-lo.

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