O Estado de S. Paulo
Posse de Trump com -12 graus, relações geladas com Lula e Brasil numa ‘escolha de Sofia’
Quem assume a presidência dos Estados Unidos
amanhã não é uma pessoa, um líder, Donald Trump, mas um projeto de poder
internacional em aliança com os líderes emergentes da direita em todos os
continentes, massificado mundo afora pelas principais plataformas da internet e
com o uso de aumento de tarifas como chantagem para reduzir a resistência e
aumentar a adesão.
Essa é a percepção de quem acompanha de perto
a política externa e tem foco na ainda maior potência política, econômica e
bélica. Aliás, é justamente pelo temor, ou constatação, de que esse poder não
dura para sempre e está cada vez ameaçado, sobretudo pela China, que Donald
Trump traçou sua estratégia na geopolítica internacional. Sua ação pode ser
vista tanto como ataque quanto como defesa.
Apesar das críticas, da impopularidade e da derrota dos democratas, Joe Biden deixa a presidência com um crescimento maior do que o previsto, a inflação dentro da meta e o menor desemprego em décadas, enquanto a China, apesar de manter altos índices de desenvolvimento, surpreendeu para menos. Mas a guerra não está nos números.





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